sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Fragmentação





Fragmentação

Meus dias
têm sido de trilhar
sob a ventania do
Silêncio em mim mesmo!...
A esmo...

No deserto do meu ser
À busca do "nem sei o que"...

É engraçado
assim tão absorto
perdido, confuso
do destino
querendo entender o óbvio...

Sou eu
o mais fragmentado
dos seres humanos!

Em pedaços
da minha existência!...
Querendo juntar
para compreender a lógica!

A fecundação
a criatividade remota...
Os sonhos...
Ah! Os sonhos!...
É um tal de "sei lá"...

Quantos fragmentos!...
Em quantos fragmentos
hei de me encontrar?
Se me encontrar!
Se me encontrar!


Autor: Iraquitan Oliveira
Brasília-DF, em fevereiro de 2011

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Onde foram nos buscar?


Onde foram nos buscar?
Em tempos e não-tempos,
em chegadas não decifradas...

De onde surgimos?
De luas?
De planetas errantes?
De escombros?
de perguntas?
(sem respostas...)

De explosões cósmicas?
De vulcão em explosão?
De estrelas azuis?
Dos fundos dos rios?
Caímos dos céus?
Saímos dos infernos?

Resultamos de separações continentais?
De mares abertos às passagens de Profetas?

Viemos das florestas tropicais
e seus sagrados rituais?

Onde acumulamos sabedoria
sendo menino - menina?

Donde as palavras,
os versos?
as prosas?

Donde o brincar?
Brincadeiras nossas...
inventadas... encantadas?

Donde o amar,
o sorrir, gargalhar?
Poesias que trocamos
como carícias?

Menino, presta atenção
no que te digo!

Se brincamos
com tanta ternura,
um dia
vamos dançar na rua...
amar na praia
sob a luz da lua...

Depois,
dobrar a esquina,
na multidão...
Espalhando interrogação????
Causando exclamação!!!

Quiçá, indignação...


Jussara Cony
Porto Alegre, RS