Onde as conversas?
Intermináveis...
se não interrompidas,
a todo instante, por circunstâncias...
Onde os versos trocados?
como carícias soltas pelos ares...
Onde o tocar das mãos, bailarinas mãos?
O beijo eternizado?
Os abraços apertados, demorados
na esperança de espantar saudades...
Onde o silêncio?
que escutava o coração
a tudo dizer pelo olhar de eternidade...
Onde?
Seus lugares tomados pela indelicadeza?
Onde?
Em poesias não ditas?
Em verdades não ditas?
Em desistências? (como se a vida as merecesse...)
E a noite fria,
Silencia...
Quando a tristeza
ocupa o espaço da alegria...
E, comodamente, se afirma: é a vida...
sábado, 24 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
À moda antiga
À moda antiga!
Sou do tempo
da conversa olho no olho
do abraço apertado
do aperto de mão!...
Sou do tempo
em que ser militante
era juntar gente
pra fazer reunião e protestos nas ruas...
Sou do tempo
em que acreditar na revolução
era fazer discursos na praça
usando carro de som ou megafone
Sou do tempo
onde a coragem
sempre vencia a covardia!
Sou do tempo
onde não ficávamos
em meras retóricas
mas, sabíamos avançar
na luta concreta
com a cara na rua
enfrentando de peito aberto
os imbecis do poder!...
Sou do tempo
em que a honra
era, e ainda é, a base
de nossa ação cotidiana!
Sou do tempo
em que acreditar
em uma sociedade
justo e fraterna
estava sempre além do espaço virtual...
Sou do tempo
em que ser Palmarense
era não temer a nada nem a ninguém!
Muito menos aos idiotas armados no poder!
Autor: Iraquitan Oliveira
Brasília-DF, em 21 de julho de 2011
Sou do tempo
da conversa olho no olho
do abraço apertado
do aperto de mão!...
Sou do tempo
em que ser militante
era juntar gente
pra fazer reunião e protestos nas ruas...
Sou do tempo
em que acreditar na revolução
era fazer discursos na praça
usando carro de som ou megafone
Sou do tempo
onde a coragem
sempre vencia a covardia!
Sou do tempo
onde não ficávamos
em meras retóricas
mas, sabíamos avançar
na luta concreta
com a cara na rua
enfrentando de peito aberto
os imbecis do poder!...
Sou do tempo
em que a honra
era, e ainda é, a base
de nossa ação cotidiana!
Sou do tempo
em que acreditar
em uma sociedade
justo e fraterna
estava sempre além do espaço virtual...
Sou do tempo
em que ser Palmarense
era não temer a nada nem a ninguém!
Muito menos aos idiotas armados no poder!
Autor: Iraquitan Oliveira
Brasília-DF, em 21 de julho de 2011
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