sábado, 24 de setembro de 2011

Onde?

Onde as conversas?
Intermináveis...
se não interrompidas,
a todo instante, por circunstâncias...

Onde os versos trocados?
como carícias soltas pelos ares...

Onde o tocar das mãos, bailarinas mãos?
O beijo eternizado?
Os abraços apertados, demorados
na esperança de espantar saudades...


Onde o silêncio?
que escutava o coração
a tudo dizer pelo olhar de eternidade...

Onde?

Seus lugares tomados pela indelicadeza?

Onde?

Em poesias não ditas?

Em verdades não ditas?

Em desistências? (como se a vida as merecesse...)

E a noite fria,
Silencia...
Quando a tristeza
ocupa o espaço da alegria...

E, comodamente, se afirma: é a vida...

Nenhum comentário:

Postar um comentário