Onde as conversas?
Intermináveis...
se não interrompidas,
a todo instante, por circunstâncias...
Onde os versos trocados?
como carícias soltas pelos ares...
Onde o tocar das mãos, bailarinas mãos?
O beijo eternizado?
Os abraços apertados, demorados
na esperança de espantar saudades...
Onde o silêncio?
que escutava o coração
a tudo dizer pelo olhar de eternidade...
Onde?
Seus lugares tomados pela indelicadeza?
Onde?
Em poesias não ditas?
Em verdades não ditas?
Em desistências? (como se a vida as merecesse...)
E a noite fria,
Silencia...
Quando a tristeza
ocupa o espaço da alegria...
E, comodamente, se afirma: é a vida...
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