



No oco do silêncio
No oco do silêncio
Preenchida alma agonizante
Do coração partido
Do amor consumido
Pelo juízo delirante...
Dos gritos gélidos
Que comprimem o peito
Numa dor alfinetante...
Nesse oco que a tudo silencia!
Fosso abissal
Das escolhas insanas
Provocando cálido desatino
Na alma do humano
Natimorto, absorto...
Do mundo que escapole
Feito água na peneira...
No oco do silêncio
Os meus pensamentos
Só buscam nós dois...
Só buscam nós dois...
No oco do silêncio
Nos perdemos de nós...
E o silêncio do oco a sós...
Num distraído abismo de nós...
No oco do silêncio
Claro! Ainda pode haver nós!
Se no amor não estamos sós!
Autor: Iraquitan Oliveira
Brasília-DF.
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