


Liberdade!
No sacolejo do navio que cheguei aqui
Meio vivo, meio morto foi que eu senti
O meu corpo lá jogado na pedra do porto
Meio vivo, meio morto, mas eu resisti
Pois quem nasceu pra ser guerreiro
Não aceita cativeiro, por eu resisti...
Quem nasceu pra ser guerreiro
Não aceita cativeiro, por isso eu decidi:
A tua chibata, por mais que bata,
Meu corpo maltrata, eu vou resistir
A tua chibata por mais que bata
Se não me mata, eu vou reagir!...
Ôlê! Ôlê! Ôlê Zumbi!
Ôlê! Ôlê! O capitão do está ali!
E nós vamos pegar esse filho de rapariga!
Iraquitan Oliveira
Poema escrito em 1988, por ocasião do centenário da abolição da escravatura no Brasil.
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